Com quanto dinheiro podemos comprar um relógio? A pergunta é fácil de responder, provavelmente é possível comprar um muito simples com apenas vinte ou trinta euros. Com cem já será um relógio interessante e com mil estaremos a entrar na gama de luxo. Mas há outra pergunta que normalmente não nos lembramos de fazer: Que dinheiro pode chegar a custar um relógio?

Se para muitos gastar mais de cem euros num relógio é disparatado, também é verdade que há um grande número de pessoas apaixonadas pela arte da relojoaria e que estão na disposição de gastar muito dinheiro na construção das suas colecções. Os relógios mais caros de sempre são, claramente, um bom exemplo de quão longe estão dispostos a ir os colecionadores com maior capacidade financeira. Para além do relógio em si, estes compram a parte histórica da peça em questão, que faz com que estes relógios sejam verdadeiramente únicos e atinjam valores inimagináveis à partida.

ROLEX DAYTONA – “PAUL NEWMAN DAYTONA


Um dos que mais tinta fizeram correr em todo o mundo aquando da venda, foi o Rolex Daytona que pertenceu ao incontornável actor norte-americano Paul Newman – um relógio que lhe foi oferecido pela sua mulher Joanne Woodward e que reflecte tanto o carácter desportivo como a paixão pelas corridas que tinha o actor. A ligação mediática entre Paul Newman e este relógio era tanta que este modelo passou mesmo a ser chamado de “Paul Newman Daytona” pelos entusiastas.

Foi vendido em leilão, em 2017, por mais de dezassete milhões de dólares – valor record, na altura, para um relógio de pulso. A licitação durou doze minutos e o comprador foi alguém que estava… ao telefone. Assim, “simples”!

PATEK PHILIPPE – ONLY WATCH


Quando falamos de relógio suíço de luxo é impossível não falar de Patek Philippe. É esta a marca do primeiro relógio de pulso de sempre – criado em 1868 – e que nos dias de hoje se mantém num patamar quase inatingível quer em termos de prestígio, quer em termos de preço.

Há apenas alguns meses, em Novembro de 2019, a Patek Philippe apresentou na bienal “Only Watch” – um evento para o qual as marcas fabricam relógios únicos e cujos lucros revertem para solidariedade – uma versão do seu Grandmaster Chime, inicialmente apresentado pela marca em 2014. Trata-se de um relógio repleto de funcionalidades (ou “complicações”, como dizem os apaixonados pela área) e que apresenta duas faces diferentes, tornando-se por esses dois motivos numa peça ímpar face a todos os outros relógios alguma vez feitos. Para ficarmos imediatamente impressionados basta dizer que o mecanismo automático que o faz funcionar é composto por mais de mil e trezentos componentes.

O seu preço superou todas as expectativas e inclusivamente o record anteriormente detido pelo Daytona de Paul Newman, tendo sido vendido por trinta e um milhões de dólares. Por muito que possamos procurar palavras para descrever este valor, todas elas parecem menores.

Afinal, quem diria que tanto podemos comprar um relógio com trinta euros ou com trinta e um milhões?!