Que é imperial a comandar a defesa da Vecchia Signora já todos sabíamos. Mas Giorgio Chiellini, defesa-central de 35 anos e capitão da Juventus, é muito mais do que um grande futebolista. A notícia chega de Itália, via Gazzetta dello Sport, e dá conta de que foi mesmo Chiellini a estar por trás do acordo conseguido entre a Juventus e o seu plantel e treinador, para redução dos salários nesta fase negra também para a indústria do futebol.

Chiellini, que se licenciou em Economia e é Mestre em Gestão de Empresas (wow!), terá formulado três hipóteses diferentes de cortes e apresentado todas a outros três jogadores fundamentais do clube: Buffon, o icónico guarda-redes da Juve que esta época voltou de uma aventura em França para poder bater o record de jogos oficiais em Itália; Bonucci, outro pilar da defesa bianconeri e que é muito respeitado pelos adeptos; E claro, Cristiano Ronaldo, o super-atleta que é a maior estrela do clube e que move milhões (em todos os sentidos). Segundo a Gazzeta, os três terão estado de acordo, assim como consequentemente todos os outros jogadores do plantel e até o treinador – conseguindo assim o clube poupar cerca de noventa milhões de euros durante o período em que as competições estiverem paradas.

Noutros países a redução do salário das equipas profissionais também está a acontecer – Alemanha e França são apenas dois deles – mas um exemplo diferente chega-nos de Espanha, mais propriamente da Catalunha: segundo notícias recentes os principais craques do Barcelona não estão de acordo com a proposta feita pela direcção e que visará cortar os salários de todos os jogadores em 70%. No entanto as negociações continuarão certamente, e acreditamos que em breve haja fumo branco.

Em Portugal estima-se que a paragem da Primeira Liga, tenha um impacto negativo de cento e cinquenta milhões de euros – sendo que desses, cerca de cem milhões serão relativos aos três maiores clubes: Benfica, Porto e Sporting. O cenário não é fácil… e por isso também se adivinham ajustes nos pagamentos às equipas profissionais portuguesas.

Para já, e enquanto o futebol não pode voltar a abrilhantar um pouco mais as nossas vidas, a mensagem é clara: reduzir os estragos dentro do possível e… ficar em casa.