A situação que vivemos por estes dias já afectou em muito a forma como estamos a viver. Mas tem ficado cada vez mais claro que vamos ter de continuar a adaptar-nos em todos os aspectos das nossas vidas. O futebol não está imune a todas estas mutações e em toda a europa a competição está parada, à espera que haja condições mínimas de segurança para os artistas poderem voltar a entrar em campo e dar-nos alegrias quer estejamos nós sentados na bancada ou no sofá cá de casa.

Nos últimos dias temos lido, um pouco por toda a parte, notícias que falam da preparação do regresso dos campeonatos nacionais por parte das Federações e Ligas, em conjunto com as autoridades sanitárias. Mas hoje é noticiada pelo jornal inglês The Guardian uma sugestão da FIFA, que terá ainda de ser aprovada pelo International Board para avançar, de alterar o número de substituições possíveis de fazer durante um jogo de 3 para 5 – sendo que 3 delas serão feitas nos moldes já habituais e 2 extra poderão acontecer ao intervalo. A medida vai ser proposta pela FIFA e caso seja aprovada pode ser adoptada pelos reguladores dos respectivos campeonatos. O objectivo é simples: proteger os jogadores de lesões provocadas por grandes cargas físicas após um período longo de paragem.

Na nossa opinião esta é uma medida muito interessante e que defende de facto os jogadores e consequentemente o jogo, que terá sempre um nível de qualidade proporcional ao estado físico de quem joga.

Em Portugal o regresso à competição está apontado para o mês de junho, mas ainda sem data confirmada. Um clima de incerteza que também abrange a realização da final da Taça de Portugal, entre Benfica e Porto no mítico Estádio Nacional, no Jamor – que pode mesmo vir a realizar-se apenas na próxima temporada.