O isolamento social veio reforçar uma tendência que já tinha começado a ser evidente: as plataformas de streaming estão a crescer e muito, estando em cada vez mais casas pelo mundo fora. E casualmente ou não, durante este período em que muita gente se viu forçada a ficar em casa, a Netflix lançou vários conteúdos que viralizaram. Um deles foi este “Extraction”, com Chris Hemsworth, que segundo a plataforma vai mesmo tornar-se o filme original Netflix mais visto de sempre.

Quando lemos que a Netflix previu que este filme seria visto em 90 milhões de casas apenas nas primeiras quatro semanas após o lançamento, tornando-se assim no mais visto de sempre dos seus originais, pensámos que não nos podia passar ao lado. E por isso vimos o filme – ou melhor inspeccionámos -- para perceber o que faz dele tão especial.

O INÍCIO

No primeiro minuto percebemos imediatamente: “ok, isto é diferente”. E porquê?! O filme começa com uma cena de acção que mostra o personagem principal num daqueles momentos que definem o seu destino, cheio de adrenalina. Sem nenhum contexto prévio, nenhuma explicação. Essa cena dura breves momentos e logo de seguida corta para um início típico, em que vamos começar a conhecer a história. É algo que não é habitual em cinema e que nos mostra, no primeiro minuto, o que o filme é: acção pura. Acreditamos por isso que talvez tenha sido importante para que uma boa parte das pessoas que começou a ver não desistisse.

A HISTÓRIA

Baseado numa história de banda desenhada chamada “Ciudad”, o filme conta a história de um mercenário que não tem nada a perder e que por isso acaba por aceitar uma missão impossível. E sim, não usámos esta expressão por acaso: este “Extraction” lembra-nos, em vários momentos, dos filmes “Missão Impossível”. É um filme de acção que tem tudo o que os verdadeiros filmes de acção têm: lutas, tiros, perseguições, emboscadas… tudo!

CINEMATOGRAFICAMENTE FALANDO…

Antes de vermos efectivamente o filme fomos espreitar a nota que tinha no IMDB: 6,8. Não é transcendente mas diz-nos que, à partida, não é um flop. E a verdade é essa mesmo! Apesar de ter um enredo pouco inovador, a forma como o fizeram faz dele especial. Entre muitos aspectos positivos destacamos dois: os muitos planos sequência que usaram e que mostram o ponto de vista dos intervenientes, ao ponto de haver momentos em que nos sentimos a jogar um videojogo, que podemos comandar; o trabalho de fotografia e sobretudo iluminação, que nos mostra contrastes perfeitos e nos faz aconselhar que vejam o filme como se tivessem numa sala de cinema: sem luz a interferir.

Por fim, um pseudo-spoiler: também há um momento especial neste filme para quem é super fã de Stranger Things.