Foi anunciado na quarta-feira e pelas reacções que despertou na altura estava destinado a ser um sucesso. E foi mesmo! Bruno Nogueira lá esteve, ontem a partir das 23, a relembrar-nos tudo o que vivemos juntos durante o confinamento. As conversas não desiludiram e os números não mentem: o “como é que o bicho mexe” ainda é um fenómeno inigualável!

Os relógios marcavam exactamente 23 horas quando o directo começou. Como habitualmente, víamos apenas na imagem prateleiras de escritório, repletas de livros, e as costas de uma cadeira – no fundo, o suspense do costume. Às 23:06, quando se sentou Bruno Nogueira, éramos já mais de 77 mil pessoas. E às 23:20 foi ultrapassada a barreira das 100 mil pessoas a assistir, uma audiência só comparável à da última emissão da “primeira temporada”, quando o Natal nos invadiu durante a Primavera.

A expectativa era grande para perceber se esta emissão especial significava o regresso do “bicho” – fosse de que forma fosse. Mas na verdade, a explicação é bem mais simples do que isso: é apenas o pagamento da promessa que Bruno fez à filha de não abandonar quem o via todas as noites, e que surge em boa hora, dado que os números da pandemia não baixam como todos desejaríamos.

O DESABAFO DE BRUNO NOGUEIRA

Os primeiros minutos deste directo foram passados a contextualizar esta emissão especial, mas rapidamente surgiu um desabafo por parte de Bruno Nogueira em relação à polémica que se seguiu ao espectáculo “Deixem o Pimba em Paz”, que aconteceu no Campo Pequeno em Lisboa (e que entretanto já aconteceu também no Porto). Bruno não gostou do aproveitamento político que sente que existiu e que o envolveu, e aproveitou para apontar o dedo a algumas figuras ilustres como Rui Rio, Marques Mendes, Paulo Portas e Miguel Sousa Tavares. Segundo o próprio, houve apenas uma personalidade com o bom senso de analisar de forma justa e correcta a situação em televisão: Manuel Luis Goucha!

OS CONVIDADOS E AS SURPRESAS

Ainda antes de começar a primeira conversa com Nuno Markl, Bruno fez algo que certamente terá emocionado muita gente: apelou a todos os que estavam que visitassem o site de uma amiga que tinha uma obra interessante e que ele gostava de ver… esgotada. Esta amiga é Anna Westerlund, mulher de Pedro Lima. E se os fieis acompanhantes do “como é que o bicho mexe” reagirem como reagiram em todos os outros momentos em que o objectivo foi ajudar o próximo, é bem possível que o desejo se concretize.

Daqui para a frente os convidados foram aparecendo e as conversas não desiludiram – foram, como sempre, sinceras, muitas das vezes íntimas e quase sempre muito, muito engraçadas. Para além de Nuno Markl e Filipe Melo, que nunca podem faltar, estiveram também em directo Salvador Martinha, Albano Jerónimo, Beatriz Gosta, Nuno Lopes, João Manzarra, Mariana Cabral (aka Bumba na Fofinha), Inês Aires Pereira, Ljubomir Stanisic e João Quadros. O painel de luxo do “bicho”!

Uma das grandes surpresas foi o facto de, finalmente, o pai de Bruno Nogueira ter aceitado entrar no directo, tantas tentativas depois! E a outra foi o surgimento de Jorge Palma, que para além de conversar, cantou “A gente vai continuar” – uma música que, segundo o próprio, é perfeita para este momento que atravessamos.

Esta emissão especial não defraudou as expectativas e só nos deixou a todos com vontade de poder ver este elenco de luxo reunido mais vezes. A média de espectadores em simultâneo foi superior a 80 mil, algo verdadeiramente revelador da forma como o conteúdo continua a tocar tanta gente. Só terminou quando faltavam dez minutos para as 2 da manhã e mesmo nessa altura ainda estavam a assistir muitas dezenas de milhares de pessoas.

Por fim, deixamo-vos as palavras de Bruno Nogueira na despedida:

Havemos de nos cruzar por aí (…). Vai correr tudo bem, vai correr tudo bem (…)