Muitas são as histórias em que duas pessoas se conhecem e evoluem, no meio de adversidades brutais, mas poucas são tão poderosas como o percurso incrível de Ellie e Joel, os protagonistas desta saga. O argumento desenrola-se num mundo pós-apocalíptico, em que os personagens  atravessam os Estados Unidos à procura de respostas e… paz.

Criado exclusivamente para PlayStation 3 em 2013, The Last of Us é um dos títulos mais emblemáticos da indústria dos videojogos. Quem controlamos é Joel, um adulto amargurado que perdeu a filha e que está em plena fase de negação com tudo o que está a acontecer. Após o início do jogo, fica rapidamente encarregado de escoltar uma adolescente, Ellie, através de cenários imperdíveis e devastadores, em busca de respostas. A viagem, que promete muito na luta por soluções contra um vírus devastador, tornou-se numa das mais famosas jornadas de sempre.

Pouco se sabe ao início, apenas que o mundo está dividido entre os poucos humanos que sobrevivem nas sombras e muitas criaturas, quais zombies aterrorizadores, que, também eles perdidos no momento, não dão sossego aos protagonistas enquanto a trama se desenrola e nos oferece respostas. The Last of Us é jogado a partir de uma perspectiva em terceira pessoa, com os jogadores a usarem armas de fogo, armas improvisadas e furtividade, de modo a defenderem-se de humanos hostis e criaturas canibais infectadas por uma mutação no mínimo… estranha!

UMA NOVA VIDA!

Depois de infindáveis prémios e de ter sido aclamado incessantemente pela crítica, esta versão foi renovada e remasterizada, tendo sido lançada para a PlayStation 4 em 2014. Sete anos depois, mais precisamente agora em junho de 2020, chegou-nos The Last of Us Part II., que tem emocionado os fãs da saga. Lançado no dia 19 do mês passado, e exclusivamente para a menina da Sony, o ambiente sombrio retorna. Cinco anos após os primeiros eventos de The Last of Us (2013), o jogador assume agora o papel de Ellie, no já famoso universo pós-apocalíptico. Em busca de vingança após um acontecimento traumático e ainda à procura de respostas, vemo-nos novamente na posição de… (spoiler alert) procurar uma possível cura para a humanidade.

Vivemos dentro de uma personagem super bem construída, muito humana, com defeitos e medos – tão real como todos nós – e sempre suportada por um Joel em clara ascensão e controlo do seu eu interior. Joel, Ellie… só mesmo de corpo e alma e entregando-nos a eles é que conseguiremos sentir, descobrir, e encontrar a luz ao fundo deste, já por si, tão tenebroso túnel. Im-per-dí-vel.