Estreou há menos de um mês e está no primeiro lugar do top da Netflix em Portugal, assim como a ser partilhada um pouco por todo o lado nas redes sociais e entre amigos. Nós chegámo-nos à frente e num dia vimos todos os episódios, sem sequer hesitar por um momento. Vamos contar-vos os três motivos que fazem desta série especial e a não perder!

Baseada num romance de 1983, escrito por Walter Tevis e com o mesmo nome, a série leva-nos de volta aos anos 50 e conta-nos a história de uma menina que acaba de ficar órfã e é levada para um orfanato, onde vai acabar por descobrir que tem uma mente genial e um verdadeiro dom para jogar… xadrez – jogo que, como tantos outros, era ainda percepcionado como um hobbie para homens.

É daquelas séries que nos viciou desde o primeiro episódio – o que levou a um verdadeiro exemplo de binge-watching, uma pequena maratona que durou apenas algumas horas, até porque não houve grande vontade para interrupções. E quando acabámos, percebemos que há três factores fundamentais para esta nova série estar a ser um verdadeiro sucesso, comprovado com a classificação de 8,8 no IMDB, que tem um universo de votantes aficionados muito exigente.

MOTIVO 1: ANYA TAYLOR-JOY

É impossível imaginar esta série com outra protagonista, que não tivesse este olhar hipnotizante e que nos faz perceber de imediato que daquele lado está alguém especial, diferente e cuja história será contada durante muitos anos após a sua morte. Mas não é só isso que Anya dá à personagem “Beth Harmon”. É também fascinante a forma como ela se move, de forma desengonçada e invulgar mas sem soar a caricatura. É uma interpretação perfeita, arriscamo-nos a dizer.

MOTIVO 2: A ESTÉTICA

O fascinante mundo dos anos 50 e 60 está muitíssimo bem representado, com uma fotografia que nos prende aos muitos detalhes deliciosos da época, e é-nos trazido através de uma filmagem actual e que não deixa nada por desejar. Gostámos especialmente da forma como as expressões da protagonista são o elemento central em momentos decisivos de cada episódio e da incorporação das “imagens” da sua mente de forma não exagerada.

MOTIVO 3: A HISTÓRIA

Sendo ligeiramente spoiler, temos de defender que uma história que começa por se centrar numa menina a derrotar rapazes num jogo que praticamente só eles jogam, dá-nos logo um motivo claro para lhe darmos uma chance. Mas neste caso, a isto, ainda se junta algo mais: a forma como, sabendo-se que é uma história ficcional, é sempre absolutamente possível e natural acreditar que podia ser verdadeira. Era fácil terem caído no exagero e tornado esta história numa fábula, mas não o fizeram, e ainda bem!