A MINHA SEMANA DE SONHO NOS AÇORES

Sempre que o ritmo da minha vida de trabalho sobe descontroladamente… eu travo! Porque nada na vida é mais importante do que desfrutar dos prazeres mais simples. E viajar, conhecer coisas novas e relaxar são, para mim, alguns desses prazeres. Se se perguntam porque é que escolhi os Açores e não outro ponto qualquer do globo… venham daí. Pela Fechadura partilho tudo! 😉

Já sentia falta de uma viagem destas há algumas semanas e por isso, juntamente com a Inês, consultámos o nosso caderno das viagens “To do!”. Os Açores estavam no topo da lista por várias razões: nenhum de nós conhecia bem nenhuma das ilhas; sendo um território português tem uma cultura e geografia relativamente diferentes das nossas de Portugal Continental e finalmente porque toooooda a gente que conhecemos e que já tinha visitado nos dizia só maravilhas – desde memórias incríveis de viagens em família a momentos muito românticos a dois… tudo o que possam imaginar de positivo! Como vêem, a escolha foi fácil. E o nosso entusiasmo ficou descontrolado logo quando começamos a procurar alojamento e o que fazer durante esta semana! Existem tantos sítios incríveis para visitar e para ficar que apesar de termos tentado muito não deixar nada do que nos entusiasmou de fora… não conseguimos experimentar tudo o que queríamos. E mesmo assim acabámos por ter uma semana de sonho e por isso quero partilhá-la convosco. Como já vem sendo hábito, criei o meu próprio roteiro. E espero que usem e abusem dele para conhecer a ilha de São Miguel! 😉

Dia 1

Chegámos ainda com grande parte do dia pela frente, às 12:30. A primeira coisa que fizemos? Alugar um carro! Esteve connosco durante toda a estadia e significou liberdade para explorar a ilha de uma ponta à outra. Apesar de ser já relativamente antigo, era um pequeno jipe confortável que nos serviu na perfeição. Outra das coisas que fizemos ainda no aeroporto (dica dada por muita gente) foi o download da APP “Spot Azores” – uma aplicação que diz como está o tempo em cada ponto da ilha. O que se veio a revelar muito útil uma vez que confirmámos que em São Miguel vemos as quatro estações num só dia!

Quanto à primeira paragem a sério… foi mesmo no White Exclusive Suites & Villas, um hotel de luxo que fica na zona entre São Roque e Lagoa. Juro-vos que nunca pensei poder dormir num hotel e sentir que estava literalmente em cima do mar. Não é uma opção barata, e também por isso só ficamos uma noite. Mas vale bem a pena a experiência, desde a vista ao pequeno-almoço, tudo brutal!

Dali saímos para visitar a Lagoa do Fogo – infelizmente apanhámos mesmo muito vento e não conseguimos ficar muito tempo – a Caldeira Velha – onde o frio também se fazia sentir mas mesmo assim fui um herói e consegui dar um mergulho rápido! – e ainda a praia de Santa Bárbara e a clássica vila de Rabo de Peixe, posta no mapa mundo pela voz do mítico rapper Sandro G ☺

Para terminar o dia jantámos na Associação Agrícola, onde comi o melhor naco de carne dos últimos (longos) tempos. Não há muito a dizer, é mesmo incrível!

Dia 2

O segundo dia começou com um pequeno-almoço incrível sobre o oceano e um mergulho numa piscina que quase literalmente é engolida pelo mar. Not bad! Daí partimos para o nosso segundo alojamento, nos Lofts Pico do Refúgio, na zona da Boa Vista, perto da Calheta/Ribeira Grande.

Depois do check-in feito corremos para a Lagoa das Sete Cidades, provavelmente o ponto turístico mais conhecido da ilha (e com razão porque a vista é… fantástica). Parámos a cada 10 metros para fotografias e mais fotografias e visitámos o miradouro do Hotel Monte Palace, agora abandonado mas outrora o primeiro hotel de cinco estrelas dos Açores. Tem tanto de encantador como desolador, mas vale a pena o desvio!

Vimos ainda o tão falado contraste de cores da Lagoa que é verde e também azul. E acabámos a jantar num hotel que me tinha ficado debaixo de olho no primeiro dia. Chama-se Santa Bárbara Restaurante e tem provavelmente o melhor sushi de São Miguel. Se estiverem por perto e gostarem tanto de sushi como nós… nem hesitem 🙂

Dia 3

Como relaxar fazia parte da viagem, levantámo-nos tarde! E calhou bem… porque neste alojamento levam o pequeno-almoço à porta de cada loft numa caixa de lata. Totalmente composto por produtos Made In Açores.

Começou muito bem o dia, portanto! Dali fomos directos às Furnas, onde só o sabor incrivelmente característico do Cozido à Portuguesa supera o mau cheiro natural! Almoçámos no restaurante Vale das Furnas e a experiência é para repetir.

Depois deste almoço “levezinho” precisámos de um passeio para ajudar a digerir, claro! E então fomos a outro dos pontos que muuuita gente nos aconselhou: o parque Terra Nostra. Todo ele de uma beleza incrível e que nos impressionou, desde os muitos trilhos pedestres à grande piscina de águas termais. Sim, aquela com água castanha que vemos em todos os perfis de Instagram de pessoas que visitaram os Açores. Tínhamos muitos planos para este dia, mas nenhum nos pareceu tão bom quanto ficar horas lá dentro com água a 39 graus enquanto cá fora chovia…e chovia…e chovia. Momento romântico para recordar durante muitos anos… 😉

O jantar foi no restaurante do Furnas Boutique Hotel, com a alta recomendação feita à Inês da nossa querida Maria Cerqueira Gomes! Chama-se À Terra! e tem um serviço muito, muito bom. Percebemos até que tem um empregado famoso… altamente referido em sites da especialidade como TripAdvisor por exemplo 🙂 Recomendo vivamente!

Dia 4

Queríamos muito começar este quarto dia a ver baleias e golfinhos mas o tempo não permitiu. E por isso deixámos a experiência novamente marcada para o dia seguinte! Mas não foi por isso que o dia não foi produtivo. Seguimos logo pela manhã para visitar a fábrica de chá da Gorreana. E pela primeira vez tivemos a experiência de estar mesmo dentro de uma plantação de chá. Para além de ser uma visita muito bonita, é interessante conhecer o processo de plantação e fabrico. Afinal de contas, para mim que sou viciado em chá, fazia todo o sentido perceber como é que chega à minha caneca! E claro que aproveitámos para mais fotografias. É difícil não ser assim nos Açores… em cada esquina há um potencial wallpaper

Visitámos também a Poça Dona Beija, também conhecida como “Poça do Paraíso” ou “Poça da Juventude”, mais um clássico de águas termais dos Açores. Para além dos benefícios de saúde, é também uma mais-valia para os sentidos, visto ser um local incrivelmente bonito e onde se respira harmonia!

Mais ao final da tarde visitámos a Lagoa das Furnas – onde existe um centro de estudo das furnas e em que mais uma vez a estrutura vulcânica da zona se manifesta – e o Parque dos Caldeirões – um parque natural onde existe uma cascata impressionante!

O jantar foi com um casal amigo que curiosamente também passou lá férias na mesma semana: a Catarina e o Bruno, que fazem parte da incrível equipa que produz o Somos Portugal. Um encontro feliz a muitos quilómetros de distância de onde costumamos estar!

Dia 5

Voltámos a tentar o passeio de barco para ver baleias e golfinhos mas… voltou a não ser possível. Muito por isso voltamos a aproveitar a manhã para descansar e depois para ir almoçar ao restaurante “A Tasca”, onde comemos um dos melhores bifes de atum (outra especialidade da ilha…) das nossas vidas!

Visitámos as plantações dos Ananases Arruda – outra primeira vez para nós – e também gostámos. À semelhança dos chás Gorreana, perceber o processo de fabrico é interessante. Que levante o braço quem saiba como se produz um ananás! Fui só eu…? Vale a pena! ☺

Com o tempo que nos restou conseguimos ainda ir visitar a Praia da Caloura, o magnífico ilhéu de Vila Franca do Campo e o centro de Ponta Delgada! Tudo visitas assim mais rápidas mas proveitosas.

Dia 6

Saímos para o aeroporto logo de madrugada e voltámos a Lisboa. Mas incluo este dia no roteiro para homenagear as gentes de São Miguel. A alegria constante e a boa vontade em ajudar em todos os momentos fazem com que o calor humano que aqui sentimos seja difícil de esquecer. E nós, ainda por cima, somos privilegiados por ser conhecidos e tão queridos pelas pessoas que, mesmo estando longe, acompanham o nosso trabalho de perto.

Saí dos Açores a pensar que nunca lá foi feito um Somos Portugal. Mas no que depender de mim, um dia aí estaremos a fazer a festa!

Eu já tinha visitado São Miguel (tinha na altura 14 anos) mas senti verdadeiramente uma grande evolução desde então até agora! Mais restaurantes, mais alojamentos diferenciados, mais vida! No fundo, senti que houve um investimento grande no turismo, tornando a ilha num local ainda mais apetecível. Já a Inês nunca tinha ido e por isso… ficou super surpreendida pela positiva! Moral da viagem: Visitem os Açores 🙂

JM