A SÉRIE DO MOMENTO: “UNBELIEVABLE”

 

Esta é para mim a série do momento. Lançada a 13 de setembro na Netflix, dá vida em vídeo à história já vencedora de um Pulitzer – “An Unbelievable Story of Rape”. O tema continua – infelizmente – a ser demasiado actual e também isso contribui para que tenha o impacto que tem cada minuto que vemos. Quem gosta de séries policiais em que o suspense é o ingrediente principal… que venha daí! Esta é para vocês 🙂

Depois de The Act e When They See Us tive dificuldade em gostar muito de uma série. Tentei várias e nenhuma delas me cativou verdadeiramente. Até ter “espreitado” 5 minutos do primeiro episódio de Unbelievable. Há muito para dizer mas comecemos precisamente por aí, pelos primeiros 5 minutos da série: quase na totalidade ocupados com uma só cena, a de um interrogatório. Vemos uma adolescente assustada numa sala com um ambiente frio – sem alma. Também na pós-produção exploraram isso e puxaram pelas cores mais frias, que combinam com a cor da pele da adolescente. Tudo nos remete para um vazio de alma, que é o que ela parece estar a sentir. A juntar a tudo isto… um guião que parece prometer, ao fugir de alguns clichés básicos que habitualmente vemos neste tipo de cenas. A vários níveis… o início prometia! E rapidamente vi 1…2…3 episódios.

Como habitualmente vou tentar (prometo pelo menos tentar!! 🙂 ) não ser mais spoiler do que já fui no último parágrafo. A série merece toda a atenção mesmo que o início não seja super enérgico. É provável que algures no segundo episódio pensem: “vale mesmo a pena continuar a ver e tentar perceber?”. Vale! Por isso vão por mim e insistam. A partir do terceiro a trama acelera e vamos juntando os “1+1” que já vinham ficando no ar nos anteriores. Ainda que permaneça sempre uma dúvida na cabeça das personagens e por isso mesmo na nossa também… adivinham qual é?! 😉

É curiosa a categorização pela Netflix enquanto “Minissérie”, à semelhança do que aconteceu em When They See Us. Parece-me uma escolha acertada porque apesar de a história ser muito poderosa, seria difícil mantê-la relevante durante mais do que uma temporada. Com ritmos diferentes em vários momentos, acaba por ser uma série equilibrada e que a cada episódio que passa nos deixa mais ansiosos. Tem uma história central e outras que a cruzam, mas sempre fazendo sentido, sendo por isso fácil de seguir! Por ser relativamente pequena é daquelas que, num Domingo de chuva, se vê com facilidade.

O elenco é claramente um dos pontos fortes: não há nenhum tubarão mas há um bom mix entre experiência e irreverência com potencial – o melhor exemplo desta segunda hipótese é mesmo Kaitlyn Dever. Com apenas 22 anos é capaz de puxar a personagem de tal forma para si que é impossível ficar indiferente às emoções que expressa. Biiiiig thumbs up! Também Toni Collette deixa a sua marca como uma detective determinada e que sente em alguns momentos que este caso, ao contrário de muitos outros, pode mesmo ser um desafio insuperável. Menção honrosa também para Merritt Wever e Danielle Macdonald. Como vêem, um conteúdo cheeeeeio de girl power!! 🙂

Se policiais vos agradam, ponham esta na lista. Até porque assim da próxima vez que quiserem ver alguma coisa já não têm de perder meia hora a escolher… quem nunca?! 😂

E o final… vale por todo o tempo investido! Só é pena uma ponta solta que eu gostava de perceber… deixo-vos uma pista: “disco rígido”. Fica a dica 😉

JM.