A TECNOLOGIA DO NOVO REI LEÃO!

 

É incontornável que este é um dos filmes mais marcantes do cinema mundial para um conjunto de gerações – pais e filhos – que em 1994 foram ao grande ecrã ver a história do “rei da selva”! 25 anos depois a Disney volta a fazer o filme e a tecnologia é a principal novidade, fazendo com que a mesma história seja contada de forma… completamente diferente. Curiosos?!

Estreia amanhã o “novo” Rei Leão. Depois de em 1994 se ter tornado num enorme sucesso de bilheteira, com praticamente mil milhões de doláres de receita de bilhetes e entrando directamente para a lista dos mais rentáveis de sempre, a Disney volta a apostar na história que emocionou toda a gente. Um grande amigo meu costuma dizer que quem não chorou durante o Rei Leão… não tem sentimentos! Claro que é um exagero, mas a lógica faz sentido porque é quase impossível não ceder… 🙂

Este remake que agora estreia em todo o mundo volta a apostar precisamente nas emoções. Que de facto se vivem de forma diferente agora: todos queremos ver a maior verdade possível e que a ficção se posicione naquela fronteira bem ténue com a realidade. No fundo a ideia é que este filme pareça mais um documentário… e que Mufasa, Simba, Nala e todos os outros animais sejam cada vez mais expressivos e… vivos! Segundo o realizador Jon Favreau as imagens finais do filme – e o trailer é um bom exemplo – foram conseguidas recorrendo a um mix de várias tecnologias: animação computorizada, tecnologia de gaming e realidade virtual e ainda algumas técnicas de live-action (técnicas que se apoiam na fotografia de animais, pessoas e objectos em vez da animação computorizada).

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Pessoalmente acho incrível que seja possível utilizar todas estas tecnologias em simultâneo e, com isso, criar algo que é tão… real. No fundo, o único “set de filmagens” deste novo Rei Leão foi… a natureza em que fotografaram. É também o espelho de um mundo cada vez mais digitalizado, em que se descomplexifica as estruturas físicas para reforçar equipas de trabalho altamente preparadas tecnologicamente.

Confesso que estou muito ansioso para perceber se, vendo todo o filme, de facto esta mudança da animação pura (1994) para este novo registo tem influência na força com que a história me vai tocar. Tenho lido muitas opiniões e a crítica divide-se. Ainda que praticamente todos admitam como possível que este filme bata o record de retorno de bilheteira de Avatar (2,8 mil milhões de dólares!!), vários têm-se mostrado reticentes em relação à forma como a história é ajustada para ser mais actualizada.

Veremos o resultado final. E até lá… Hakuna Matata! 🙂

JM.