FYRE: A NOVA TREND DA NETFLIX

Imaginem uma ilha de sonho. Chalets privados, iates a perder de vista, motas de água e muita gente bonita a divertir-se. As maiores supermodelos e influenciadoras digitais também estão lá. Tem tudo para ser o cenário perfeito para um festival que mais do que isso mesmo é uma experiência de vida. Certo?…

Vi este novo documentário da Netflix ontem ao final do dia e fiquei verdadeiramente perplexo. Normalmente as minhas reviews de filmes, séries e documentários baseiam-se muito na vertente técnica e no conteúdo final como um todo, mas desta vez será diferente. Aquilo que me despertou toda a atenção foi a história macabra em torno do fyre festival e que agora é contada ao detalhe pela Netflix.

No princípio desta história está uma aplicação chamada fyre – que um empreendedor chamado Billy McFarland criou em conjunto com um sócio: Ja Rule. Sim, o rapper! Esta plataforma tinha uma função inovadora – qualquer pessoa podia aceder e fazer uma proposta para contratar os serviços de vários artistas, incluindo alguns dos maiores ícones da música a nível mundial. No fundo, era como uma Uber mas para contratar artistas (esta analogia é feita precisamente no documentário). Com a necessidade de promover esta APP inovadora alguém se lembrou de criar um evento exclusivo, com muitos VIPs e que fosse verdadeiramente memorável: quase que como uma festa protótipo para todas aquelas que poderiam vir a ser feitas a partir do momento de lançamento desta aplicação. Nascia assim o fyre festival.

Como sempre não quero ser spoiler e tirar-vos o prazer de se surpreenderem com esta história – esta então tem mais potencial para isso do que muitas outras… Mas digo-vos apenas isto: o fyre festival tinha tudo para ser a experiência perfeita, o festival de sonho. Mas terá sido?…

Esta história brilhantemente contada pela Netflix fez-me lembrar o Project X, filme em que um grupo de amigos convidava, através do Facebook, milhares de pessoas para uma festa no seu bairro – esses milhares de pessoas apareceram e foi o caos. A grande diferença entre esse filme e este documentário é que este trata a realidade. Um drama vivido por muitos e com consequências gravíssimas. Mostra-nos também a diferença entre a vida real e a vida no Instagram. E talvez seja bom todos vermos este filme para que não haja nunca dúvidas sobre os cuidados que devemos ter ao “viver nas redes sociais” 😉

Vejam… vale a pena.

JM