O MEU GUIA PARA VISITAR LONDRES!

A cerca de mil e quinhentos quilómetros de Lisboa está o paraíso da multi-culturalidade, onde as ruas são preenchidas de todas as cores e a vida urbana acontece em todo o seu esplendor. A cidade da música, do design, dos mercados de rua, do futebol e de tantos clichets incríveis e que também fazem com que cada minuto valha mais a pena. Voamos agora até uma das minhas capitais europeias preferidas… Londres!

Ok, vamos admiti-lo! Está cada vez mais claro para toda a gente que eu sou viciado em viajar. Desta vez o destino escolhido foi Londres – e a escolha, feita entre mim e a Inês, foi bastante fácil. Já tinha visitado a cidade e, por isso, alguns dos sítios que visitei agora. Mas Londres é uma cidade incrível e nem a repetição de monumentos e locais pitorescos foi capaz de me afastar. Até porque é uma cidade que está constantemente em transformação, onde não há medo de arriscar e as tendências se manifestam pela primeira vez. Em cada visita vemos uma cidade diferente, sempre mais evoluída! Fascina-me também a forma como é vivida: em alta rotação! Londres tem mais de 8 milhões de habitantes, quase tantos como Portugal. E isso sente-se por exemplo na forma como as pessoas se relacionam e no facto de tudo estar preparado para acolher tanta gente! Por um lado é negativo porque acaba por ser uma cidade mais impessoal e fria. Por outro… é fascinante a dimensão de tudo. Desde o número de pessoas que vemos a percorrer as ruas à incrível rede de transportes públicos que cobre toda a cidade e arredores, entre muitos outros exemplos! Mind the Gap! Please Mind the Gap! É sempre a primeira coisa que me vem à cabeça quando se fala em Londres e a sua história tem muito a ver com a dimensão da cidade. No final da década de 70 já a sua rede de metro estava constantemente lotada, o que fez com que fosse impossível que os motoristas e funcionários das estações avisassem ao vivo para este perigo. Optaram então por gravar as míticas frases que ainda hoje são uma referência do turismo de Londres 🙂

Estivemos em Londres quatro dias e, apesar do mau tempo, aproveitámos muito! Logo no primeiro dia conhecemos um sítio incrível: Shoreditch. Perto de Hoxton, na zona central de Londres, Shoreditch é o típico bairro artístico e contemporâneo de Londres. É lá que estão os grandes influenciadores culturais – da música, do design e até da alimentação e novos conceitos de serviços. Optámos por ficar alojados neste bairro precisamente pela diferença: queríamos mesmo ficar numa zona menos turística e mais real! A diferença de look and feel para outras zonas sente-se simplesmente ao passear na rua e estando nas lojas, restaurantes e bares onde as pessoas se juntam. Fomos surpreendidos e muito pelos restaurantes, mas adorámos especialmente um capuccino no Ozone Coffee. Antes do fim do dia espreitámos ainda, junto à estação de metro de Liverpool Street, o mercado de Old Spitafields, que já existe há mais de 350 anos! Este mercado coberto reveste-se com conteúdo diferente dependendo dos dias. Na generalidade é um mercado de comida e artesanato (e foi assim que o vimos), mas às quintas-feiras dedica-se também a peças vintage e às sextas-feiras aos discos de vinyl! Para quem valoriza estes temas é uma visita que se impõe, até porque é um espaço que se vê em relativamente pouco tempo 😉

O início do nosso segundo dia de viagem foi marcado por um pequeno-almoço de rei e rainha, no The Breakfast Club. Imaginem um espaço bem decorado, acolhedor, e em que podem escolher qualquer tipo de pequeno-almoço – desde os tipicamente ingleses aos americanos, e até alguns mais europeus. Ovos mexidos e estrelados, bacon, sandes, tostas, panquecas, croissants… tudo o que conseguirem imaginar como parte de um pequeno almoço de sonho. Se pudesse, teletransportava já para Portugal este conceito. 🙂

Depois deste pequeno-almoço tivemos forças para fazer uma verdadeira maratona por vários pontos de interesse: Big Ben, London Bridge, Tower Bridge, Piccadilly Circus (famoso síto dos ecrãs gigantes), Tate Modern e Borough Market. Todos estes pontos são icónicos mas os que mais gostei foram, na verdade, os últimos dois, e curiosamente são praticamente o inverso um do outro! O Tate Modern é o Museu de Arte Contemporânea e, por isso, visitá-lo é como expandir os horizontes da mente. É estar fascinado a cada curva do museu pela visão e genialidade de quem se dedica a pensar sempre mais à frente (by the way se estiverem por perto não deixem de subir ao sexto piso e ver a vista sobre a cidade – é gratuito e vale bem a pena). E por outro lado o Borough Market, que se opõe ao Tate Modern por ser genuíno, caloroso e de alguma forma quotidiano. Neste mercado onde está disponível todo o tipo de comida nota-se um sorriso na cara de cada visitante. Porque não há muitos prazeres melhores que os associados à comida 😉

Já no domingo, o nosso terceiro dia de visita a Londres, dedicámo-nos a rever Camden Town – provavelmente a freak zone mais interessante de sempre! Com muita inspiração na cultura musical e de arte urbana, faz-nos sentir que estamos num sítio sem paralelo em parte alguma do globo. Tanto entramos numa loja onde se houve heavy heavy (heeeeavy) metal como na loja ao lado está a tocar uma música dos Backstreet Boys. Por falar em Backstreet Boys, domingo foi também dia de reviver hábitos dos gloriosos anos 90: visitámos o Cereal Killer Cafe O café perfeito para todos os amantes da cultura pop e de…cereais, claro está. Há de todos os tipos, cores e sabores. Vale a pena pela experiência! Outro dos meus destaques deste dia foi a visita (ainda que tenha sido breve porque o dia não estica…infelizmente) a Portobello Road – uma rua onde acontece um dos mercados mais míticos da cidade e que, entre outros encantos, tem Notting Hill. A livraria em torno da qual girou o clássico filme com o mesmo nome protagonizado por Hugh Grant e Julia Roberts. Claro que fomos lá tirar uma fotografia… ☺

O último dia, o mais curto de todos, serviu sobretudo para sentirmos novamente a vibração da cidade. Aproveitámos para passar por Convent Garden – mais um mercado, provavelmente o mais elitista – e fizemos os clássicos passeios pelo Hyde Park e Palácio de Buckingham. Experimentámos ainda um conceito muito curioso de café, o Coppa Club. Aqui, cada mesa está dentro de um iglo transparente, dando sempre a sensação de que estamos a comer na rua, ao sol, mas sem a parte chata do frio e chuva. Bem pensado! Só podia mesmo ser em Londres 😉

A parte menos feliz da viagem foi mesmo o caminho para o aeroporto. Londres é electrizante e contagiante. É fácil, muito fácil, gostar de estar por lá. Quem sabe se um dia não me aventuro… ☺

JM