OS MEUS PASSEIOS DE MOTA FAVORITOS

Estar em cima de uma mota a manobra-la é das melhores sensações que já experimentei. Em qualquer contexto: calor, frio, chuva e muitos outros. Mais do que viagens curtas do dia-a-dia, dão me gozo os dias praticamente inteiros que passo a fazer os meus percursos preferidos. Quais?!

Desde ir buscar o capacete ao armário, a vestir o casaco de cabedal, passando pelo rodar das chaves e o primeiro som do escape…tudo faz parte de um ritual que me diz muito. Um ritual onde me liberto. Durante o tempo que quiser sou só eu e a estrada. É certo que aproveito muito desse tempo para pensar… organizar as ideias e projectar o futuro! Mas há outras vezes, e são muitas, em que estou só a desfrutar. Da velocidade, dos sons, das curvas, do vento, de tudo! 🙂

Estes são os meus percursos preferidos. Aqueles que, por uma razão ou outra, me fazem abdicar de outros planos para os percorrer. Do norte a sul do país, para que todos tenham oportunidade de os replicar. E caso o façam, contem-me por favor 😉

Serra de Sintra e Guincho
Aqui bem perto de Lisboa, onde vivo, está este percurso. Destes que destaco, é sem dúvida aquele que faço mais vezes. Há inúmeras formas de explorar esta zona, mas a minha preferida é começando pelo centro da vila de Sintra, atravessar a Serra para visitar o Cabo da Roca e depois descer até à praia do Guincho. Este percurso é fabuloso pela paisagem (monumentos históricos, serra, sol, praia…) mas também pelo famoso “micro-clima” que atravessamos – que se sente sobretudo quando o sol se esconde no meio das árvores. Muitos dizem que a Serra de Sintra é a melhor “pista de testes” que existe no distrito de Lisboa. É verdade! As subidas são muitas, as curvas e contra-curvas são apertadas e, lá pelo meio, há algumas retas e descidas onde podemos aumentar a velocidade e a adrenalina – embora sempre dentro dos limites.

N222 – Rota do Vinho do Porto
Mais a Norte, partindo da incrível cidade do Porto, surge a – apelidada por mim – “Rota do Vinho do Porto”. A ziguezaguear entre os distritos do Porto e de Viseu, esta estrada tem uma magia especial: a magia da história do Vinho do Porto. Toda a gente reconhece que a paisagem do Rio Douro é uma das mais bonitas da Europa. E a estrada não fica atrás. Dela podemos esperar muitas curvas e, nos dias limpos de verão (como eu tive a sorte de apanhar) , muito sol no capacete. Funciona praticamente como um guia turístico: de centenas em centenas de metros há novos socalcos e caves para apreciar. Parar para visitar algumas e provar o vinho é imperial. Mas só mesmo para provar! 😉

N120 – Sentido Sul
Tendo eu casa na zona de Vila Nova de Milfontes, este é um percurso que me diz muito. Fi-lo tantas vezes de carro, com os meus pais, e já mais tarde a conduzir, com amigos ou sozinho! No entanto, o meu sonho sempre foi ter uma mota e fazê-lo guiando-a desde Alcácer do Sal até chegar. Pouco depois de ter a primeira mota, aventurei-me. A viagem foi dura, não vou negar, e só parei mesmo para reabastecer de combustível. Mas quando estava perto de chegar… decidi que ainda não chegava! Fui até Lagos, no Algarve. Almocei lá e voltei para trás. Nesse regresso aproveitei o que a estrada tem de melhor: passar ao lado de algumas das praias mais incríveis do nosso país: Arrifana e Odeceixe são as que prefiro, mas há muitas mais.

Se como eu “sofrem” desta paixão pelas duas rodas, aventurem-se! Sempre com o máximo cuidado e a maior atenção possível à estrada. Se assim for, um dia ainda nos cruzamos por aí! 😉

JM