PASSEI UM DIA SEM TECNOLOGIA!

Ultimamente tenho pensado bastante na diferença que a tecnologia faz no nosso dia-a-dia. Somos mesmo mais felizes estando sempre “conectados”? Resolvi testar isso na prática e passei um dia sem utilizar tecnologia portátil. As conclusões que tiro são bastante claras!

Há umas semanas li um artigo numa revista internacional que falava, entre outras coisas, nas consequências físicas que o uso intensivo de aparelhos electrónicos – como os smartphones, tablets e consolas portáteis, entre outros – terá na fisionomia do corpo das próximas gerações.

O tema ficou-me na cabeça até que decidi colocar-me à prova: será que passar um dia inteiro sem qualquer aparelho electrónico deste tipo seria assim tão doloroso?! Isto significa também um dia sem qualquer acesso às redes sociais e, num sentido mais transversal ainda, sem internet! Antes de irmos às conclusões, faço-vos um resumo com os principais pontos do dia:

17 de janeiro de 2019

09:46 – Acordei sem despertador – mais tarde do que é normal uma vez que uso o telemóvel para me acordar às 09:15;

11:01 – Sento-me no sofá e pego no comando da televisão. Até que me lembro que a televisão também é tecnologia e por isso evito. Pego então numa revista e começo a ler;

12:47 – Começo a preparar o almoço – como normalmente faço;

14:24 – Já depois de almoçar, sento-me no escritório e começo a planear as próximas entrevistas para o blogue – com um caderno e um lápis apenas;

16:10 – Seria bom poder tirar uma dúvida com um colega da produção da TVI. Como não fixei o número nem o tenho escrito em lado nenhum, não consigo telefonar;

17:06 – Lembro-me que ainda não fui ao Instagram nem Facebook;

18:00 – Preparo-me para a minha corrida do dia. Sem usar o carro (sim, o carro está cheio de tecnologia electrónica!) ponho-me a caminho até ao passeio marítimo de Algés;

21:20 – Faço uma omelete com espinafres para o jantar – sim, aqui também foi tudo normal ☺ ;

21:57 – Lembro-me novamente que não tendo consultado as redes sociais e penso: “não sei nada sobre este dia”;

23:18 – Apetece-me muito ver um episódio da série que tenho visto todos os dias. Não sendo possível, vou-me deitar.

O meu dia foi mais ou menos isto. Respondendo à pergunta que tinha deixado em aberto lá mais em cima… foi um dia assim tão doloroso? A resposta é clara: não. No entanto houve várias coisas que não consegui fazer por não ter disponíveis ferramentas a que já me habituei, sobretudo no smartphone: despertador, redes sociais, agenda e contactos.

Provavelmente, ao dia de hoje, já é impensável viver sem este consumo louco de conteúdos que fazemos ao longo de um só dia. Nas APPs de mensagens, nas redes sociais, nas outras APPs, nos sites, etc. No entanto acredito que podemos e devemos travar-nos ligeiramente, para que a tecnologia não nos torne reféns dela. Desde há um tempo que o Instagram nos avisa quando fazemos scroll até um ponto do feed de notícias em que já tivemos noutra altura do mesmo dia. Isso é cool! Quando esse ponto do scroll chegar, aproveitemos as outras coisas boas da vida 🙂

JM