“QUERO-TE TANTO” ESTREIA ESTA SEMANA!

 

Quando olho para trás e penso no quanto sonhei trabalhar como actor em cinema, quase que parece irreal este momento estar prestes a acontecer. Mas a verdade é que é mesmo já esta semana que estreia em todo o país o primeiro filme (de muitos, espero!) em que entro. Com alguma ansiedade e um sorriso rasgado na cara, preparo-me para continuar esta experiência incrível!


E é já hoje a ante-estreia que me vai marcar mais do que qualquer outra. A primeira vez! A primeira vez que me sento e olho para o ecrã comigo lá. Às vezes envolvemo-nos tanto nas nossas lutas do dia-a-dia que depois quando conquistamos alguma coisa… já parece não ter tanto sabor. Este não é um desses casos. Neste momento estou a transbordar de orgulho e, claro, alguma ansiedade 🙂

De tudo o que tem acontecido por causa deste filme aquilo que me deixa mais feliz é ter a noção de que mais do que um papel, aquilo que o realizador Vicente Alves do Ó me entregou foi a possibilidade de explorar a minha criatividade e capacidade enquanto actor para criar um personagem, o Benedito. E este é sem dúvida o aspecto que mais me fascina em ser actor: a criação. Para mim, nenhum personagem está definido à partida num pedaço de papel. Existe sim uma ideia base que depois, com o apoio e participação de todos os envolvidos (realizador, produção e actores) se concretiza num personagem vivo, interpretado por um actor. Uma pessoa com alma própria, com uma voz, olhar e andar só seus.

É o processo entre o que diz o primeiro papel e a forma como me “posiciono” perante a câmara nas gravações que me motiva a querer trabalhar como actor cada vez mais. Neste caso houve toda a liberdade necessária desde o primeiro dia. E fiz muita pesquisa antes de conseguir fechar o personagem. Pesquisa no terreno, claro! Como a participação do Benedito na história está muito ligada à sua profissão – barbeiro – investi muitas horas a visitar barbearias – de tipos e em locais muito diferentes – e pude fazer o mais importante nesta fase: falar com pessoas. Sentir a forma como encaram o seu dia-a-dia, como falam com os clientes e até como pegam nas tesouras (e em que tesouras)…. Só não vos conto mais porque quero que vejam tudo no filme! 😉

Mais uma vez vos peço: não deixem de ver este filme! O Cinema português tem muito valor e este filme em particular, com a assinatura do incrível e disruptivo Vicente Alves do Ó, merece toda a atenção. Pelo enredo, pelos protagonistas e toda a equipa de actores e pela forma como foi filmado. Todas as peças encaixam tornando-o num filme à medida dos portugueses.

Acabo com uma mensagem importante: Obrigado! A quem confia em mim e me desafia para projectos desta relevância e a vocês, que confiam em mim para vos proporcionar bons momentos.

JM