TRÊS MÚSICAS QUE TÊM UMA HISTÓRIA SURPREENDENTE!

Tentem imaginar a vossa vida sem… música. Impossível, certo?! Tantas vezes nos deixa eufóricos, nos alegra ou mesmo nos consola. E tantas vezes é a única coisa capaz de influenciar o nosso mood. Porque hoje é o Dia Mundial da Música vou falar-vos de três das mais emblemáticas músicas de sempre e das histórias curiosas e surpreendentes que têm por trás.

A música é um motor de emoções que parece nunca falhar quando mais precisamos. Do rock ao hip-hop e ao raggae, entre muitos outros géneros, todos sem excepção têm um lugar especial no coração dos mais de 7 mil milhões de habitantes do planeta terra. É uma das formas mais claras de expressão cultural e marca-nos em determinados momentos na vida mais do que poderia ser expectável: desde a clássica “música do primeiro beijo” àquela que ouvimos num dia em que estávamos a sentir que nada corria bem e que nos fez levantar os braços e lutar. Como viciado em música que sou tinha que escrever sobre o tema neste que é o Dia Mundial da Música. E mais especificamente sobre as histórias que estão por trás de três músicas que são das mais conhecidas e emblemáticas de sempre. Vamos a isso?

LET IT BE

De Liverpool para o mundo. Os Beatles são talvez aquela que mais gente considera “a melhor banda de sempre”. E faz sentido se pensarmos que eles praticamente inventaram vários sub-estilos dentro do rock. E até foram dos primeiros a tocar heavy metal. Sim, os Beatles e o heavy metal têm uma história em comum! 😉

“Let it be” é uma das músicas de maior sucesso da banda mas na verdade incluo-a mais nesta lista pela história de como foi criada. Durante um período em que Paul McCartney vivia com inquietações permanentes sobre o futuro, houve uma noite, num sonho, em que a sua mãe (entretanto já falecida) lhe apareceu e deixou uma mensagem de positivismo: “it’s gonna be okay. just let it be”. Conta neste vídeo o próprio McCartney que quando acordou sentiu a calma que a mãe, no sonho, lhe queria transmitir e logo rapidamente se lembrou da expressão que esta lhe tinha dito e começou a escrever. Nasceu assim “Let it be”.

When I find myself in times of trouble, Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be
And in my hour of darkness she is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be

(…)

BOHEMIAN RAPSODY

Seria impossível deixar esta música de fora. Recentemente deu nome ao filme que retratou o percurso dos Queen e de Freddie Mercury e é provavelmente “a” música que melhor descreve a banda: vanguardista e arrojada. O que salta ao ouvido se tivermos com atenção é que a música têm momentos muito diferentes, com sonoridades também distintas – e no entanto conta uma só história.

Is this the real life? Is this just fantasy?
Caught in a landslide, no escape from reality
Open your eyes, look up to the skies and see
I’m just a poor boy, I need no sympathy
Because I’m easy come, easy go, little high, little low
Any way the wind blows doesn’t really matter to me, to me

(…)

Há uns tempos, enquanto pesquisava sobre ela, descobri este vídeo onde um especialista explica a estrutura da música (que têm dentro dela vários géneros musicais) e o porquê de ser um mega sucesso. Vejam porque vale muito a pena!! Ainda para mais, nem tudo foi fácil. No início, quando a banda apresentou a música à editora, a recepção foi tudo menos calorosa e até acabou por provocar uma discussão tudo menos simpática: na qual o editor até terá dito que os Queen nunca teriam um disco de ouro. Algo que nos dias de hoje é inacreditável! Um momento representado no filme do ano passado e que podem ver aqui 🙂

PURPLE RAIN

É uma daquelas músicas que quando começamos a ouvir… paramos tudo o resto e nos concentramos a cantar. Ou a tentar pelo menos!! Mas e se vos disser que “Purple Rain” esteve quase a ser uma música country e cantada em dueto com uma mulher? Tudo verdade, acreditem! Prince preparou o instrumental da música e enviou-o para que Stevie Nicks escrevesse a letra. Ao ouvir a peça ela ter-se-à assustado e ligou de volta a dizer que não conseguia, que sentia que era uma tarefa demasiado difícil para ela! A partir daí Prince trabalhou a música com os músicos que tinha em estúdio e depois de muitas mudanças… estava criada a tão dramática e melódica “Purple Rain” como a conhecemos.

I never meant to cause you any sorrow
I never meant to cause you any pain
I only wanted to one time to see you laughing
I only wanted to see you
Laughing in the purple rain

(…)

Por falar em Prince… se forem mesmo fãs há uma exposição a decorrer até novembro em Gaia e na qual podem ver 57 fotografias em que ele é retratado. Chama-se “Prince: As Never Seen Before”.

Estas são só três das mais icónicas músicas de sempre. Mas são daquelas que nos dão prazer a ouvir em qualquer momento, daquelas que serão eternas. Eu vou continuar a inspirar-me com música… porque sem ela isto não tinha tanta graça 🙂

JM.