VIAJEI PELA SAUDADE NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher tem, para mim, o significado de ser mais um dia em que valorizo aquelas que são as mulheres da minha vida. As que estão ao meu lado e as que já não podem estar. É sempre um dia que me fica marcado por muita saudade e este ano foi ainda mais especial porque recebi um convite irrecusável!

“Saudade” é, dizem, uma palavra sem tradução possível noutra língua, é património exclusivo de Portugal e dos portugueses. Cá, definimos como um sentimento melancólico que decorre do afastamento face a algumas pessoas, lugares e/ou experiências marcantes das nossas vidas. É uma palavra que é acompanhada de fado, de conversas, de mesas fartas. Que tem o cheiro de casa da avó e as memórias de há décadas. Que sentimos no Aeroporto quando olhamos para trás. É tudo isto e também tudo aquilo que é indiscritível mas que sentimos na pele quando pensamos nas saudades que temos.

Há algumas semanas recebi um convite para estar presente, neste fim-de-semana que ontem terminou, na Suíça, para um jantar de comemoração do Dia Internacional da Mulher – junto da comunidade de emigrantes portugueses em Payerne. Aceitei imediatamente. Primeiro porque sinto que devo estar tão perto da nossa gente quanto possível. E depois porque sinto na pele o dever de, todos os dias, levar Portugal até todos aqueles que voaram para fora à procura de uma vida diferente sem nunca querer esquecer as suas raízes. O “Somos Portugal”, de que tanto já falei aqui no blogue, é um programa importantíssimo para estas pessoas que, estando longe, sentem a dobrar tudo aquilo que mostramos de cada uma das terras por onde passamos.

Eu, o Ruben Rua, o David Carreira e o Rui Bandeira fomos os embaixadores de Portugal neste dia especial em Payerne, uma comuna Suíça que fica no cantão de Vaud, bem perto do Lago de Neuchâtel. Quando saímos de Portugal prepararam-nos para o que íamos encontrar no jantar, mas nada me fez imaginar que viesse a ser tão emocionante como realmente foi. Estavam lá perto de 500 mulheres portuguesas e o que sinto verdadeiramente é que foram elas que nos distribuíram carinho e não o contrário. A noite valeu sobretudo pelo contacto com gente tão valiosa e que ama tanto Portugal. Tirámos fotografias, demos muitos abraços e beijinhos e, mais uma vez, saímos de coração cheio, revigorado 🙂

Obrigado Payerne! 

JM